Plumber
Opção para as marolas
Por Edinho Leite em 13/02/17
Lançada pela Hydenshapes, a "Plumber" é mais uma prancha com promessa de diversão em ondas pequenas.

A Hydenshapes lançou uma versão de prancha para ondinhas que parece interessante, especialmente quando assistimos a Creed McTaggart, Craig Anderson, Dylan Graves, Nate Tyler fazendo "test drive" naquilo que eles chamam de marzinho ruim. Por aqui, as ondas do video poderiam ser consideradas o mar do mês em vários lugares, mas deixa isso para lá.

 

O legal a ser observado é que o modelo "Plumber" é mais uma variação de pranchinha com outline bem paralelo, mais volume na área do peito (na remada), bico larguinho, lembrando um mini long, pouco rocker e fundo com "Vee", desde a entrada, que depois se transforma num "Double Vee". No fim das contas, para entender melhor, é uma variação de concave para double concave, na rabeta, que apresenta um rocker mais acentuado para deixar a prancha mais sensível.

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Os conceitos de Bob Simmons continuam ecoando. Foto: Divulgação.

  

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Esse tipo de prancha deve ser um pouco menor do que a sua normal. Foto: Divulgação.

 

Segredos e equações - Outlines paralelos tendem a fazer com que a prancha queira ir para a frente, dificultando curvas mais fechadas. Isso e o rocker mais flat são o segredo de muitas das merrequeiras na hora de ganhar velocidade. O problema é como deixá-las mais manobráveis. Essa configuração torna mais difícil você executar arcos fechados quando surfando nas bordas, por isso o surfe dessas pranchas é mais de fundo do que de bordas. Um leve bump, na altura das quilhas da frente, estreita o outline da rabeta, dimond, mais rapidamente. Por isso as manobras devem ser realmente mais calcadas na rabeta, para uma troca de direção rápida, depois você usa as bordas para manter velocidade.

 

Sim, esse tipo de prancha se torna bem divertido em marolas, mas você deve descobrir a técnica a ser utilizada se não quiser enterrar as bordas onde não deve. Para gerar diferentes sensações, a prancha tem possibilidade de ser usada como monoquilha, com uma quilha de ao menos 7", posicionada lá no fim da caixa, mais perto da rabeta. Com estabilizadores laterais, você pode usar uma quilha um pouco menor, ficando mais parecida com uma triquilha. Se quiser algo ainda mais sensível, veloz e solto, vale usar como quadriquilha.

 

É aquela equação onde você tem algumas limitações para gerar vantagens, como boa remada e velocidade em ondas pequenas e fracas. No caso das Hyden, você ainda tem uma construção sem longarina e glass peculiar, o que promete um flex diferente e funcional.

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