SUP Wave Top
Shapeando para todos
Por Edinho Leite em 10/04/17
Claudio Pastor fala sobre o trabalho desenvolvido com Caio Vaz e a diferença entre as pranchas de SUP produzidas para consumidores não profissionais.
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Pastor e Caio trabalham em cima de informações coletadas a partir do desempenho de cada prancha testada. Foto: Divulgação.

 

Claudio Pastor começou o trabalho com Caio Vaz do zero, em 2010. "Eu queria apenas desenvolver um shape de SUP Wave, mas vi uma grande chance devido ao seu talento extremo do Caio e a oportunidade de trabalharmos juntos. Um ano depois notei que ele foi além do esperado. Descobri um enorme talento competitivo num cara com foco fora do comum. Ele veio com uma ótima bagagem de competitiva e eu adoro competição. Pude vislumbrar um trabalho maior", contou Pastor, que fez as pranchas do Caio a mão, durante cinco anos.

 

"Hoje usinamos as pranchas que são criadas a partir de um conjunto de informações e ações que nos levaram a um foco maior, fazendo um trabalho em conjunto, como numa equipe de Fórmula 1. Cada um na sua área, respeitando ao máximo o outro e vendo o resultado final. Os títulos são consequência disso tudo e nunca paramos. Não existe acomodação, nem estrelismo de achar que chegamos ao máximo", explicou Pastor antes dessa conversa:

 

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Caio analisa mais uma antes do test drive. O equilíbrio entre remar bem e surfar bem é a chave do negócio. Foto: Divulgação.

Quais as medidas básicas?


As medidas básicas do modelo Caio Vaz By Pastor são 7'1" x 25 x 4, rabeta squash, volume 70L.

Como é a configuração do fundo?


O fundo é uma mistura de flat com concave. Um fundo bem básico, mas o rocker (curva de fundo) está muito trabalhado, em função de cada lugar a ser surfado.

Há mudanças significativas no shape, se compararmos às pranchas do ano passado?


Sim. A grande mudança está no rocker, que está sendo adequado à cada tipo de onda do Tour, com cada shape sendo moldado para cada lugar. Estamos sempre fazendo pequenos ajustes, mas a maior mudança está sempre ligada à boa remada. Quanto menos volume a prancha tiver melhor ela surfa, porém, rema pior. Vendo isso tenho sempre que chegar ao limite físico do Caio, pois diminuindo o volume ele tem maior desgaste físico. Em cada etapa temos que mesclar essas mudanças junto com o tipo de onda e condições do mar.

 

Dê um exemplo...


Em Sunset (Havaí), ele tem que remar muito até o outside e no pico tem que se manter estável numa situação quase extrema. Com isso, mais remada é fundamental. Temos que aumentar o volume, o que gera ajustes em toda a prancha, sem mudar o design, porém, mexendo na espessura, largura e tamanho. Não é fácil ajustar tudo isso. São ajustes anuais e até mensais. O meu trabalho é ajustar as medidas básicas às condições diversas.

Que tipo de contrução você está usando?


Todas as pranchas são feitas com resina epóxi e bloco de EPS, com longarina de madeira. Estou usando bloco mais denso, para dar mais vida útil à prancha e reforçando-as nas áreas de maior impacto do remo. Mas a preocupação fundamental é deixar bem leve. Estamos fazendo pranchas com menos de 5kg, e isso é um diferencial enorme. Estamos focados em pranchas mais fortes e mais leves e estou trazendo isso também aos clientes, com sucesso.

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Os programas de design e máquinas de usinagem entregam a prancha mais ou menos assim. O que vem depois, trabalho manual de quem termina o shape a mão, é que define a prancha. Foto: Divulgação.

 

Qual diferença básica você aplica para pranchas feitas para consumidores não profissionais?


Bem, as pranchas dos consumidores são mais resistentes, reforçadas com fibra de carbono nas bordas e na área onde se pisa, além do respirador para gerar maior durabilidade da prancha em relação a calor excessivo. Estou trabalhando pranchas fortes e leves dentro do conceito de que uma pessoa que usa um SUP Wave já tem muita experiência, e por isso, sabe usar e cuidar bem do material. Reforço também as áreas em que o remo bate. Ou seja, tudo que eu testo nas pranchas de competição gera coisas boas para os clientes.

 

Comprar uma prancha de competição não é boa ideia?


Pranchas de competição têm peso menor e duram muito menos, são feitas para uso específico, então, comprar uma prancha usada de competição não é um bom negócio. Com certeza ela não vai durar muito. Meu conselho é que o cliente procure um professional experiente para gastar menos comprando sua prancha de forma correta. Gastar menos é escolher bem a prancha que vai comprar, mesmo sendo mais cara. Se o cliente pagar menos por um profissional pior, ele pode ter problemas e vai ter que comprar outra. Ele gasta o dobro do barato e fica mais caro que você gastar apenas uma vez, com profissional "mais caro". Pensamento básico, mas é importante que se diga.

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Cada tipo de onda pede uma configuração diferente de detalhes de um mesmo design. Caio na Califa. Foto: Divulgação.
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