Pedidos básicos
Como escolher sua prancha
Por Edinho Leite em 31/12/16
Dicas essenciais e objetivas para a hora de comprar uma prancha nova.
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Quiver de Dave Rastovich, nas Maldivas, apresenta um tipo de variedade de quem sabe exatamente o que quer de cada prancha, ou tem facilidade de ganhar ou comprar várias para testar. Foto: Ader Oliveira.

 

Escolher uma prancha não é tarefa fácil, especialmente quando complicamos as coisas. Veja algumas questões objetivas na hora de escolher uma prancha. É um tanto complexo entender realmente como uma prancha deve ser para que cada um de nós obtenha a melhor performance possível nela.

Com um número cada vez maior de opções, o sujeito se vê diante de um infinito de possibilidades e pode se perder. Uma das mais poderosas ferramentas de venda de uma marca e seus modelos é o piloto da escuderia, o atleta profissional. Mas, se você acreditar que aquela prancha daquele top pro de sua preferência vai te fazer surfar como ele, pode complicar sua vida.

O Diabo mora nos detalhes, não mexa com eles - A percepção distorcida do parágrafo acima é potencializado por uma outra verdade. A maioria de nós acha que surfa muito melhor do que realmente surfa. Nossos sentidos e desejos se sobrepõem à realidade. Problema nenhum, sonhar é viver, mas tente deixar, no caso de encomenda, que seu shaper decida a partir de informações objetivas fornecidas por você, o que pode funcionar melhor sob seus pés. Acredite mais nele do que em você mesmo.

Aquelas medidas mágicas de sua prancha anterior podem te pregar peças. Sim, você pode manter os conceitos que acredita que funcionaram naquela prancha que você tanto gostava, mas uma prancha nunca será como outra. Deixe aquelas medidas milimétricas a cargo do seu shaper ou de um bom consultor (vendedor) de uma surf shop confiável.

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Fábio Gouveia pode discutir tranquilamente os detalhes de cada uma de suas pranchas por dois motivos: surfa muito e ele mesmo é o shaper. Foto: Ader Oliveira.

 
Tudo muda - Nós nunca somos os mesmos, em questões físicas, psicológicas, assim como as ondas, se você me entende. Por isso não adianta querer replicar aquilo que viveu com sua amada prancha que partiu. É como aquela namorada que te deu um pé. Você fica comparando, querendo repetir o que sentia. Esqueça. Não haverá outra igual. O lado bom é que sempre pode haver uma melhor... Tô falando de pranchas. Aliás, essa é grande parte da magia delas. Nunca são iguais.

Não invente - Se você não tem disponibilidade financeira para experimentações, procure escolher um modelo de prancha que seu shaper já disponibiliza para o mercado. Acredite, inventar é uma delícia, mas só quando dá certo. Modelos comprovadamente eficientes, testados por profissionais e adaptados às necessidades de seres normais, te dão uma garantia maior de que funcionarão para você também.

Peso x resistência - Vale lembrar que, apesar do desenvolvimento de novos tipos de construções e diferentes materiais utilizados hoje, basicamente existe uma regra a ser seguida. Quer que sua prancha dure mais de um ano? Então não espere que ela seja a mais leve do mundo. Pronto, esse é um outro ponto a ser levantado na decisão de compra. Quanto mais leve a prancha, menos ela ganha velocidade sozinha. Se você tiver habilidade, pode fazer uma prancha leve funcionar bem em ondas de beach break, mas há de ter força, sensibilidade e habilidade. Se ventar muito forte, você pode ficar na mão. Ou seja, não exagerar no peso em busca de resistência é uma boa. Não exagerar na falta dele também.

Segundo Marcio Zouvi, shaper de Filipe Toledo, pranchas extremamente leves não funcionam para esse que é conhecido hoje como dono do surfe mais veloz e elétrico do mundo. Para ele, EPS, nem pensar. Veja no vídeo abaixo:

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