Controle e velocidade
O fio da quilha
Por Edinho Leite em 27/06/17
Edinho Leite explica os principais detalhes sobre o foil da quilha, um importante ponto a ser considerado.
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Ao chegar na base dessa onda, em Fiji, as quilhas fizeram boa parte do trabalho para que Tatiana Weston-Webb conseguisse curvar lá embaixo. Adivinha quem faz parte dessas equação? O foil. Foto: WSL / Sloane.

 

O foil de uma quilha é a forma aerodinâmica, ou hidrodinâmica - no caso, quando você olha a quilha de frente. Como uma asa de avião, esse foil gera lift, ou seja, faz com que a prancha queira decolar da água, além de controlar as curvas feitas por ela, gerando mais velocidade e possibilidade de direcionamento controlado da linha traçada na onda.


Normalmente, as faces curvadas das quilhas vão ficando mais grossas até o centro e depois suas paredes vão afinando, até a parte de trás. Elas também são mais grossas na base e vão afinando em direção à ponta. Isso ajuda na flexibilidade, dependendo também da espessura e materiais usados.

 

Foils básicos

O foil é uma variante importante no funcionamento da quilha. Ele determina como a água passa por ela, afetando diretamente na resposta oferecida à pressão exercida. Isso faz com que a prancha se comporte de maneira diferente, funcionando melhor para cada tipo de abordagem na onda, como indicam os gráficos (fornecidos pela FCS) que acompanham os 4 principais foils.

 

50/50 (fifty / fifty)


Esse foil apresenta curvas iguais nas duas faces das quilhas, comumente usadas em monoquilhas, quilhas centrais de triquilhas e até em quilhas traseiras de quadriquilhas. Há algumas biquilhas que utilizam duas quilhas como essas, double foil, mas isso é mais raro. Basicamente, se você olhar a quilha pela parte de baixo, a base, o visual é de uma gota esticada. Quanto mais fino, achatado, for o foil, mais velocidade, por apresentar menos arrasto. Em contrapartida, menos controle você tem.

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Flat Foil


Essas são as quilhas mais usadas como laterais de triquilhas, ou estabilizadores laterais de longboards. A face virada para a longarina é flat, plana. A parte virada para a borda apresenta curva convexa e assimétrica. Twin fins e até quilhas trazeiras de quads utilizam esse foil, onde a água passa com mais velocidade pela parte flat, causando menos arrasto e lift, gerado apenas pela face virada para a borda da prancha. Isso cria facilidade na mudança de direção e muita velocidade.

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80/20, 70/30


A curva da face de fora, virada para a borda da prancha, apresenta uma curva maior do que a parte de dentro, virada para a longarina. É um foil assimétrico, se compararmos uma face com a outra, ou seja, a quilhas parece mais gordinha do lado de fora. As nomenclaturas 80/20, 70/30, 60/40 e assim por diante, se referem à porcentagem de curva do foil de cada face da quilha. Esse tipo de foil tem sido cada vez mais utilizado, dependendo do tipo de prancha e jogo de quilhas. Laterais de triquilhas, estabilizadores, quilhas traseiras de quads. Tudo depende do freguês que, em busca de seu equilíbrio entre controle e manutenção de velocidade, pode optar por várias combinações até encontrar sua predileta.

 

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Inside Foil


Enquanto o foil da face de fora é convexo, a parte de dentro da quilha apresenta uma curva côncava. A teoria diz que esse tipo de foil ajuda a manter a velocidade, inclusive nas curvas, mas também há o fato de "grudar" muito a prancha na água. Para tubos, ok. Para aéreos e soltadas de rabeta, pode atrapalhar.

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Vale lembrar que as primeiras quilhas tinham as duas faces planas e paralelas, com a parte frontal e de trás chanfradas ou arredondadas. Mesmo assim, mudaram completamente a arte de deslizar sobre as ondas.

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