The Board Trader Show
Evento consolidado
Por Edinho Leite em 06/10/17
Segunda edição da The Board Trader Show prova que o mercado dos esportes de prancha continua crescendo.
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Sucesso de público e de expositores, a The Board Trader Show se consolida como o maior encontro do surfe no Brasil. Foto: Levy Paiva.

 

Esse é, sem dúvida, o maior encontro do surfe no Brasil. Mesmo diante de um cenário economicamente complexo, para não dizer triste, a The Board Trader Show reuniu mais de uma centena de marcas dispostas a mostrar a um público específico suas ideias, projetos e produtos. Mais uma vez foi um sucesso.

 

Sim, as fábricas de pranchas, protagonistas principais dessa feira, não estão produzindo com sua total capacidade por conta da pindaíba em que se encontra o país. Lógico que todo mercado periférico vai de carona nessa marola mexida.

 

Mas o que vale constatar é que, quem foi à TBTS ou acompanha o Waves, pode ver que grandes fornecedores como a Maxepoxi, Texiglass e Teccel continuam investindo nesse mercado e desenvolvendo novos produtos. Paralelamente, também pudemos ver concorrentes de qualidade surgindo e competindo por uma fatia do bolo que acreditam que crescerá cada vez mais.

 

O tal bolo cresce mesmo, acredite. Não mais por conta de algum tipo de moda que se vende fora d’água, pelo contrário, seu fermento agora é o verdadeiro consumidor final do surfe, em seu mais puro sentido. Pude constatar isso na positiva diversidade de ideias e produtos que vi na TBTS 2017.

 

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Pranchas para todos os gostos e tipos de surfe. Foto: Levy Paiva.

 

As pranchas, por exemplo. Havia uma infinidade de modelos, tipos de construção e acabamento para todos os gostos, inclusive os mais específicos. EPS e fibras de carbono e/ou compostas fazem parte do cardápio.

 

As pranchas tipo retrô mostraram-se uma tendência exposta por boa parte das marcas presentes na feira, com destaque para as biquilhas fish. Isso mostra que o consumidor de surfe atual enxerga outras possibilidades dentro do esporte, outro tipo de prancha para outro tipo de diversão. Isso é ótimo.

 

A diversidade de categorias. Além de pranchas de alta performance para todos os níveis de surfistas e surfe, vale destacar os longboards, clássicos, híbridos, performance, minis contando com uma oferta de quilhas que eu nunca vi antes.

 

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Guga Arruda com uma foilboard: um novo horizonte para o mercado. Foto: Levy Paiva.

O SUP não estava tão em evidência como em 2016, mas parece ter encontrado seu ponto de equilíbrio no mercado. Por outro lado, os foils me parecem um grande upgrade para o SUP, assim como foram para o kite.

 

Na verdade até pranchas normais, onde você rema deitado para depois ficar de pé, já contam com foils. Essas asas estão criando um novo horizonte para o esporte e seu mercado.

 

Equipamentos e acessórios. Quem diria que coletes de flutuação criados no Brasil se tornariam produto de exportação e com ótima saída no mercado interno? Pois é, a NOB, para citar um exemplo contundente, é prova de que nossos equipamentos são tão bons quanto, e muitas vezes melhores, do que o dos gringos.

 

Mas, além deles havia um incrível leque de roupas de borracha, leashes, antiderrapantes, capas de pranchas (térmicas), algumas das melhores parafinas do mundo, kits de conserto, óculos específicos para esportes, racks. Tenho que escrever outro post sobre os destaques que não couberam no The Best in Show!

 

O público. Se a pessoa que estava lá, não foram poucas, ainda não pratica um esporte de prancha, estava a fim de começar ou estava realmente forma interessada no assunto.

 

A curiosidade e afinidade com todo aquele ambiente e seus personagens é algo que não existia há décadas. Isso deixou claro que hoje há um público realmente conectado com os esportes de pranchas e não apenas em refletir sua imagem. Foi muito legal ver o respeito e admiração de fãs de todas as idades diante de alguns de seus ídolos presentes na TBTS.

 

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Fila para pegar um autógrafo de Adriano de Souza: feira aproxima o público dos ídolos. Foto: Tom Dib.

 

Filas para pegar um autógrafo do Adriano de Souza, Lucas Chumbinho ou Diego Silva, só para citar alguns destaques me fizeram sentir orgulho do surfe tupiniquim. O shapers puderam dar seu show, no Harley-Davidson apresenta Shapers Show e Master of Shape diante do olhar atento de quem os reverencia ou queria conhecê-los ao vivo.

 

Para fechar. Você acha que essa turma, composta por shapers que atuam no Brasil e fora, assim como os renomados e internacionais Johnny Cabianca, Eric Arakawa e Tim Patterson se arriscaria num evento que não fosse realmente importante, num país realmente relevante para o nome deles?

 

Pois é, nosso mercado mostrou que merece e precisa de um evento como esse, no mínimo, uma vez por ano.

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