Longarina
Em busca da evolução
Por Edinho Leite em 07/01/17
Finalmente a madeira, sempre presente do bico à rabeta de nossas pranchas, está evoluindo.
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As madeiras mais utilizadas para confecção de longarinas são balsa, caixeta, cedro e pinho. O sanduíche de diferentes tipos de madeira, com diferentes espessuras, gera diferentes resultados de resistência e flexibilidade. Foto: Divulgação.

 

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Aceleração tipo mola. A madeira da longarina é responsável pela flexibilidade, sem deixar a prancha partir facilmente, e retorno de energia. A longarina oferece uma resposta à pressão exercida sobre ela, que acumula energia quando flexionada e a devolve conforme a velocidade em que volta a seu formato original. Foto: Divulgação.

A primeira prancha recoberta com fibra de vidro, dando início ao fim da era das pranchas só de madeira, surgiu em 1946. O genial Bob Simmons a criou com longarina, duas, entre placas de EPS. Em 1958, Hobie Alter, consistentemente, começou a produzir pranchas com blocos de poliuretano, desenvolveu a cobertura de resina poliéster e fibra de vidro e, estávamos basicamente assim até pouco tempo atrás.

Vai e volta -
O EPS, com glass de Epoxi, funcionou durante um bom tempo no Brasil, até o começo dos anos 70. Depois sumiu. A prancha de poliuretano com longarina de madeira, recoberta com resina poliéster e fibra de vidro, imperou durante décadas. O fechamento da dominante Clark Foam, em dezembro de 2005, aliado (bem) depois ao surgimento dos SUP's, feitos sempre de EPS, fez com que a corrida por outros tipos de construção, outros materiais e a redescoberta do trabalho com resina epóxi ganhassem espaço. Surgiu daí, finalmente, a revolução da longarina.


Incognita eterna - Tipos de madeira, em peças únicas ou sanduíches, com fibras longas ou curtas, proporcionam diferentes tipos de flexibilidade, peso e resistência. Madeiras com fibras curtas tendem a se partir mais fácil e não vibram como as longarinas de madeira com fibras longas. Às vezes sentimos que pranchas "gringas" andam mais que as nossas e isso pode ter muito a ver com o tipo de madeira usada nos blocos e o tratamento dado a elas. Mas, madeira é madeira e você nunca terá uma igual à outra. Ou seja, a coluna cervical das pranchas sempre gerou uma incógnita quanto às suas propriedades com exatidão.

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A tecnologia da californiana XTR Surfboards é utilizada pela Shine Surfboards. Bloco de células bem fechadas e espuma de diferente densidade no centro (em azul) garantem boa flexibilidade. Mas o que faz realmente o papel da longarina, no quesito resistência, são as faixas de carbono e glass estruturado de maneira particular. Mas a madeira continua sendo largamente utilizada. Foto: Divulgação.

 

Uma opção para pranchas maiores e longboards é o uso, até hoje, de múltiplas longarinas. Como há muita área, é necessário dar mais rigidez ao conjunto, evitando muita vibração, flexibilidade e torção.

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Pranchas para ondas maiores e longboards podem usar multiplas longarinas. O peso a mais não é problema e essa estrutura dá mais rigidez ao conjunto, evitando muita vibração, flexibilidade e torção. Foto: Divulgação.

 

Longarina central, parabólica, de madeira(s) ou mixada a materiais como espumas de densidades diferentes, aliás, longarina só de outros materiais que não madeira ou mesmo pranchas sem longarina... As pranchas, assim como especificamente as longarinas, voltaram a evoluir em ritmo acelerado. É um universo em expansão. Johnny Cabianca está trabalhando numa "invenção" que nos dará a flexibilidade em cada ponto de uma prancha, além da torção, em números, mas vou deixar essa história para outro post.

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Essa foi a prancha vencedora do prêmio The Best in Show - categoria Inovação do Ano - na The Board Trader Show 2016. A Tropical Brasil, do Avelino Bastos, apresentou dispositivo de medição de velocidade e outros parâmetros, tinha quilhas diferenciadas e longarina CWXes, baseada em engenharia estrutural e tecnologia de materiais compostos, combinados através de pressão e calor espumas de altíssima densidade e micro lâminas de madeira com fibras orientadas. Foto: Divulgação.
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