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Recife artificial
Projeto em pauta no Rio
Por Redação Waves em 14/09/17
Engenheiros sugerem criação de recifes artificiais para minimizar impacto das ondas no Rio de Janeiro (RJ).
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Segundo engenheiro civil, os recifes artificiais podem proporcionar ondas mais longas. Foto: Reprodução.

 

A instalação de recifes artificiais pode minimizar o impacto das ondas na costa carioca, afirmam especialistas.

 

Um projeto da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio (Seaerj) sugere a acomodação de grandes sacos de areia no fundo do mar, para formar barreiras capazes de amortecer ondulações como as da ressaca de abril de 2016, que derrubaram parte da Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer — a queda da estrutura, construída com erros de cálculo, provocou duas mortes. A proposta, considerada rápida e viável pela entidade, será apresentada nesta quinta-feira a técnicos da Prefeitura.

A instalação de recifes artificiais para evitar grandes estragos durante ressacas se mostrou uma iniciativa bem-sucedida no estado americano de Maine, diz a Seaerj. Além disso, as estruturas submersas aumentam a diversidade de espécies no mar.

— Pelo mundo, não são mais feitas proteções com blocos de pedras, que impactam o meio ambiente e a paisagem. Sem contar que, dependendo do tamanho da rocha, a força da água pode tirá-la do lugar — explica.

Para os surfistas, não há motivo de preocupação: segundo o engenheiro civil Mario Sérgio Bandeira, autor do projeto, os recifes podem proporcionar uma permanência mais longa dos atletas sobre as pranchas.

Técnica pode proteger áreas como Leblon e Av. Niemeyer

O engenheiro civil Mario Sérgio Bandeira lembra que, na costa carioca, existe uma barreira natural que age de forma parecida com a dos recifes artificiais. É a Laje de São Luiz, que influencia nas ondas do Arpoador e impede que a Avenida Vieira Souto, em Ipanema, seja invadida pelo mar, ao contrário do que acontece na Avenida Delfim Moreira, no Leblon.

Em junho, uma violenta ressaca atingiu um trecho da orla do Leblon e deixou um rastro de toneladas de areia nas pistas entre o Jardim de Alah e a Avenida Niemeyer. A Delfim Moreira chegou a ficar interditada ao tráfego. As ondas, de até três metros de altura, danificaram quiosques e destruíram parte do deque do Mirante do Leblon.

— Com o sistema que vamos propor à prefeitura, as ondas nunca mais atingiriam a altura registrada durante a ressaca que derrubou a Ciclovia Tim Maia. Os sacos de areia no fundo atuariam como rochas. Eles consomem a energia da onda, que não chega tão forte à praia — defende o presidente da Seaerj, Haroldo Mattos.

Custo de R$ 1 milhão

A instalação de recifes artificiais pode contribuir ainda para evitar o entupimento do canal do Jardim de Alah, que desemboca entre Ipanema e Leblon. Eles impediriam o movimento de areia no fundo do mar.

— É o que acontece na Barra. O quebra-mar tem barrado esse movimento da areia — afirma Bandeira.

Os recifes artificiais são feitos com sacos revestidos de geotexyl — resistente aos efeitos do sal do mar — e poliureia, revestimento que impede a degradação pelos raios ultravioleta. Um saco de 60 metros de comprimento por três metros de diâmetro suporta 800 toneladas de areia. O material é produzido no exterior.

Os especialistas da Saerj, estimam que a proteção da Praia do Leblon, incluindo o trecho da Ciclovia Tim Maia e o Jardim de Alah, custaria cerca de R$ 1 milhão.

— Uma parceria público-privada seria capaz de financiar a proposta — afirma o engenheiro Eduardo Mesquita de Souza, que participou do projeto.

 

Fonte Giselle Ouchana / O Globo

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