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Kelly Slater
A voz da experiência
Por Redação Waves em 27/10/16
Em entrevista publicada pela WSL, Kelly Slater fala sobre o título mundial da temporada e pretende tentar a sorte em 2017.
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Do alto, Kelly Slater acompanha a festa de John John Florence em Peniche. Foto: © WSL / Cestari.

 

Em entrevista publicada pela World Surf League (WSL), o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater falou sobre a conquista de John John Florence e o sucesso da nova geração. O norte-americano revelou também que pretende "tentar a sorte" no próximo ano, buscando seu 12o título mundial. Confira.
 
Durante a cerimônia de premiação, você estava olhando de cima. Como se sentiu vendo John John, que você conhece desde pequeno, levar a taça?


Eu me senti como um irmão orgulhoso. Conheço John John desde quando ele estava na casa de um dígito. Quando ele e seus irmãos eram muito pequenos, eu podia carregá-lo nos ombros e colocá-lo de pé enquanto eu fazia bodysurfing.

É muito bom ver isso, estar aqui para isso e fazer parte de alguma forma. Eu cresci com a família Johnson e Petey (Johnson) é como um pai e um irmão mais velho para John, então tenho certeza de que ele queria estar aqui. Mas me sinto feliz estando aqui em nome de Petey. Eu perdi há dois dias e poderia ter ido embora, mas pensei que seria bom estar aqui e ver o desenrolar da história.

Parece que você está nessa posição única de ter um pé no CT como competitor, mas também com um grande conhecimento e perspectiva. Você já passava algum ensinamento a John ou a outros caras enquanto eles trabalham durante as temporadas?

Sabe… eu sou provavelmente mais que um livro aberto do que você pode imaginar em termos de - se alguém me perguntar. Não é frequente alguém no tour vir e me fazer alguma pergunta. Você não vai sair da sua pele por compartilhar coisas, mas acho que eu daria uma resposta justa e sincera se alguém me pedir uma sugestão.

Mas acho que eu vou tentar a sorte no título no próximo ano. Estou muito inspirado pelo que foi feito no segundo semestre. Então vou pegar esses próximos quatro meses, colocar meu corpo em forma, me motivar, deixar as minhas pranchas e tudo ok, e ver se eu posso colocar tudo isso em um ano focado.

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Motivado pelas boas atuações no segundo semestre, Kelly Slater pretende lutar pelo título em 2017. Foto: WSL / Poullenot.

 
Qual a sensação de ver a próxima geração dar um passo à frente?

Bem, todo ano isso está acontecendo, realmente. Você poderia argumentar que foi o caso com Gabriel vencendo alguns anos atrás (2014). E até então éramos Mick, Parko e eu conquistando títulos. Mas aí Adriano tomou um para a geração mais velha, os caras mais estabelecidos, no ano passado. Mas acho que era adequado ver Gabriel e Jordy, e até mesmo Kolohe, na mistura, além de John.  

Acho que todo mundo foi prazerosamente surpreendido por Wilko este ano. Foi uma verdadeira história de zebra, para quem nunca havia vencido uma etapa, e aí venceu as duas primeiras do ano, que o colocaram, eu diria, numa posição complicada.  A posição que qualquer um gostaria de ter, mas também uma posição difícil, porque nesse momento está todo mundo te perseguindo. É um lugar pouco familiar. E ele realmente segurou a onda por cinco eventos, e então começou a vacilar no Rio, mas voltou em Fiji, onde todos tinham poucas expectativas para ele, mas ele ficou em segundo. Ele manteve todos à distância, exceto Gabriel. Mas, em J-Bay, onde surfa muito bem, ele parecia horrível. E era apenas por seus nervos, não era pelo surfe.   

A partir dali, tudo foi para o espaço. John John e Gabriel não cometem muitos erros. Então, para alguém como Wilko, que nunca esteve essa posição, não sabe como lidar com isso, acho que ele fez muito. É muito admirável conseguir muitos dos seus melhores resultados em um ano.

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