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Billabong Pro Tahiti
Wiggolly e Medina na briga
Por Redação Waves em 12/08/17
Gabriel Medina e Wiggolly Dantas garantem o Brasil no dia decisivo do Billabong Pro Tahiti; Finais rolam neste domingo.
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Wiggolly Dantas chega ao quarto round do Billabong Pro. Se avançar mais uma bateria, será seu melhor resultado no Tour desta temporada. Foto: © WSL / Cestari.

 

Os brasileiros Wiggolly Dantas e Gabriel Medina venceram neste sábado (12/8) e continuam na briga pelo título do Billabong Pro Tahiti, sétima etapa do CT que rola em Teahupoo.

 

As ondas melhoraram em relação ao primeiro dia e a WSL (World Surf League) realizou uma verdadeira maratona de baterias, oito da repescagem e 12 do terceiro round.

 

Wiggolly e Medina viveram situações opostas na terceira fase do evento. Enquanto Guigui passou sem sustos pelo compatriota Adriano de Souza, Medina só conseguiu a virada no último minuto contra o australiano Bede Durbidge.

 

Jadson André, Miguel Pupo e Caio Ibelli na repescagem; Ian Gouveia e Ítalo Ferreira, no terceiro round, deram adeus à disputa.

 

Em ondas limpas de 2 metros, Wiggolly – que já havia despachado o havaiano Ezekiel Lau na repescagem – largou na frente de Adriano com um belo canudo de frontside que lhe rendeu 8.00. O ubatubense ainda ampliou a vantagem com 5.33 na maior onda da bateria.

 

As séries, apesar de perfeitas, mostraram-se inconsistentes ao longo do dia e, assim como em várias ocasiões, o duelo brasileiro foi decidido com poucas ondas surfadas.

 

A calmaria tomou conta do outside e Mineirinho só conseguiu sua melhor nota a poucos minutos do fim, 8.17. Com apenas 1.40 na segunda melhor onda, o surfista despediu-se do evento na 13o posição.

 

"Só queria conseguir a melhor onda da bateria. Adriano é muito inteligente nessas condições. Foi um começo devagar, mas a vitória veio e agora é continuar treinando duro. Gosto de surfar sob pressão", declara Wiggolly, que busca um bom resultado em Teahupoo para garantir vaga na elite no ano que vem.

 

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Gabriel Medina observa Bede Durbidge sair de um tubaço na quarta bateria da terceira fase. Foto: © WSL / Cestari.

 

Na bateria seguinte, Gabriel Medina aumentou a esperança de títulos para o Brasil com uma vitória no último minuto sobre o australiano Bede Durbidge, que se aposentará do Circuito Mundial na próxima temporada.

 

O vento oeste deu as caras e atrapalhou a formação das ondas. Medina, que nunca perdeu para Bede em uma bateria do CT, aproveitou as condições desfavoráveis aos tubos para arrancar 7.17 em um aéreo.

 

Mas Bede não deixou barato e descolou um tubaço de nota 9.73 em um mar totalmente mexido. Bede ainda aumentou a diferença com 3.50 em uma sequência de manobras. 

 

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Brasileiro mantém sangue frio e vence no minuto final: Medina nunca perdeu para Bede no CT. Foto: © WSL / Cestari.

 

As ondas tornaram-se escassas para desespero do brasileiro, que havia anotado apenas 0.77 na segunda melhor onda. Mas, no final, para alívio do campeão de Teahupoo em 2014, um tubo salvador surfado com frieza garantiu a vitória com nota 7.43.

 

Já na abertura da terceira fase, Ian Gouveia, dono da melhor atuação no primeiro round, não manteve o ritmo e perdeu o duelo de goofy footers para o australiano Owen Wright.

 

Ian até encontrou um bom tubo de 6.93, mas somou apenas 3.67 em sua segunda onda e viu o aussie anotar 7.10 e 6.67 para eliminar o brasileiro da competição.

 

Outro brasileiro eliminado no round 3 foi Ítalo Ferreira, que travou um duelo de alto nível contra o australiano Julian Wilson.

 

Ítalo saiu na frente com 6.67, mas Julian virou com excelentes tubos de 8.33 e 9.13. O brasileiro não entregou de bandeja e tentou a virada até o final, quando encaixou no trilho em um tubaço, mas perdeu a chance da virada após cair no final da onda que seria a melhor da bateria.

 

Título mundial A briga pelo título mundial afunilou um pouco mais com as vitórias do australiano Matt Wilkinson, líder do CT, e do havaiano John John Florence, vice-líder, neste sábado.

 

Matt derrotou o aussie Ethan Ewing, carrasco de Filipe Toledo na repescagem, enquanto John John surfou com maestria para derrotar o norte-americano Nat Young com o somatório de 18.70, o segundo maior do Billabong Pro até o momento.

 

 

 

Repescagem O sábado começou mal para os brasileiros na repescagem do Billabong Pro Tahiti. Jadson André, Miguel Pupo e Caio Ibelli perderam em suas respectivas baterias e acabaram eliminados da competição.

 

Na sexta bateria da repescagem, o potiguar Jadson André chegou a fazer bonito na disputa contra o taitiano Michel Bourez.

 

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Jadson André tem boa atuação, mas é eliminado na repescagem do Billabong Pro. Foto: © WSL / Cestari.

 

Com muita técnica, Jadson arrancou 8.77 em uma sequência de tubos. Foi a maior nota da bateria, mas Michel foi mais consistente e venceu com notas 7.07 e 7.90, deixando o brasileiro precisando de 6.20 para virar o placar.

 

Nas baterias seguintes, poucas chances para Miguel Pupo e Caio Ibelli. Em duelos com séries demoradas, Miguel perdeu para o havaiano Sebastian Zietz por 11.50 a 2.67, enquanto Ibelli foi derrotado pelo norte-americano Kanoa Igarashi por 10.53 a 5.60.

 

Ainda pela repescagem, o francês Jeremy Flores cravou 18.77 e garantiu a melhor média do evento. Mas Jeremy acabou eliminado no round seguinte ao perder para o aussie Connor O'Leary.

 

Com a previsão de ondas fracas para a próxima semana, e a chegada de uma tempestade de vento no Taiti, a direção de prova realizará as finais do Billabong Pro neste domingo. A chamada acontece às 14 horas de Brasília.

 

Confira fotos e vídeos em nossas próximas atualizações.

 

Quarta fase do Billabong Pro Tahiti 2017

 

1 Owen Wright (AUS), Connor O'Leary (AUS) e Wiggolly Dantas (BRA).

2 Gabriel Medina (BRA), Kolohe ANdino (EUA) e Matt Wilkinson (AUS)

3 John John Florence (HAW), Conner Coffin (EUA) e Julian Wilson (AUS)

4 Joan Duru (FRA), Adrian Buchan (AUS) e Jordy Smith (AFR)

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