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SpeedFreaks
Rapper carioca solta o verbo
Por Monique Barcellos em 06/09/08
Speed utiliza a realidade das ruas nas letras de seus raps. Foto: Divulgação.

Cláudio Márcio, o Speed, é considerado um dos precursores do rap carioca, em atividade desde a década de 1990, quando fundou o grupo SpeedFreaks.

 

Suas rimas ácidas de temas macabros, descontraídos e a ótima escolha dos graves na produção das batidas faz jus ao estilo da maioria dos rappers sem capa, que ?não precisa de maquiagem?, como Speed cita em uma de suas letras.

 

A experiência como baixista, DJ e produtor musical deixa evidente a habilidade artística, além do lado criativo para fazer arte a partir da realidade das ruas.

 

Uma prova é que o próprio rapper define o estilo brincalhão como uma forma leve de lidar com assuntos pesados do cotidiano.

 

Speed passou pelo Planet Hemp, formado por Marcelo D2, Bnegão e Black Alien, tocando em shows da ?Hemp Family?, como eram chamados os integrantes e aliados da banda.

 

Ao lado de Black Alien e o guitarrista Digão, do Raimundos, participou da música ?Punk´n Bass? da trilha sonora do filme ?Surf Adventures ? O Filme?, de 2001. Speed foi reconhecido pela crítica musical com o lançamento de Expresso em 2002, seu primeiro disco solo, apontado como ?o melhor disco de rap de todos os tempos?.

 

Atualmente, segue firme com o novo disco ?Meu nome é velocidade?, no qual define de uma vez por todas quem é Speed.

 

Sua música reflete uma fixação por temas sobrenaturais. Porém, o respeito por certos temas é feito por uma ótica particular do que rola nas ruas, como ele mesmo diz.

 

Artista independente, Speed não se considera criativo, mas sim observador. O rapper observa e molda as formas artísticas do jeito que melhor lhe agrada pra fazer sua música.

 

O resultado da irreverência, dinamismo, humor negro nas rimas é a principal característica do Rio de Janeiro, assim como seu próprio estilo de vida.

 

Confira a entrevista em que Speed analisa a sua tragetória, entre influências, parcerias, polêmicas e novidades.


Você estudou no Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha em Niterói, Rio de Janeiro (RJ).

 

No colégio Liceu Nilo Peçanha todo mundo tocava na minha época. Existiam várias bandas no colégio, pessoal gostava de fazer arte e isso me influenciou muito. Era um colégio livre, o pessoal era livre e mais aberto. Os professores incentivavam projetos artísticos dentro do colégio. Isso foi importante, pois se você estudar em um colégio que é muito reprimido, você pode até fazer arte, mas sua arte vai ser influenciada por isso. No caso, estudando no Liceu Nilo Peçanha resultou nisso, na obra que eu fiz até hoje.

 

Esse contato com o saber foi o que te levou à primeira fase de criação das rimas, ou a ciência das ruas foi mais significativa no processo criativo? Como foi o início de tudo?

 

Eu comecei ouvindo rap americano na década de 1980. Mais ou menos em 1986, ouvi o primeiro disco de rap que foi do Run DMC, Ice T e nos anos 1990 o Naughty By Nature. No Brasil tinha Thaíde & Dj Hum e no começo dos anos 1990, Os Racionais Mc´s. Isso falando de influência artística. Agora, influência das ruas, eu não me baseio muito em arte pra fazer arte. Baseio-me na vida real para fazer arte. Eu observo muito a rua, sou um cara que gosta de andar na rua. O que acontece muitas vezes com o cara que fica famoso é que ele pára de andar na rua e começa a perder o contato com a realidade. Para se inspirar na rua tem que andar na rua.

 

Qual foi seu maior incentivo?

 

Incentivo pessoal não sei, várias pessoas na minha família cantam, tocam violão, apesar disso não ter diretamente a ver com rap. rap é música, mas foge um pouco às vezes. Uso minha sensibilidade de homem para fazer rap. É uma sensibilidade de observar mais o que está acontecendo na rua. Procuro ser mais escritor no caso.

 

Como o Cláudio Márcio ficou conhecido como Speed? Foi na mesma época que fundou o grupo Speed Freaks?

 

Eu sempre fiz tudo muito rápido, como diz o nome do meu disco: meu nome é velocidade. Prefiro observar, captar coisas da realidade em vez de criar um pseudônimo. Não é como se fosse um artista criado em laboratório. Eu era chamado nas ruas de Speed durante algum tempo e dessa realidade eu tive a idéia de criar o grupo SpeedFreaks.

 

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