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Desastre no Hawaii
Melaço de cana detona peixes
Por Redação Waves em 13/09/13
Vazamento de melaço de cana-de-açúcar no porto de Honolulu, Hawaii, mata milhares de peixes.

 

Melaço suga todo o oxigênio e mata milhares de peixes em Honolulu, Hawaii. Foto: Reprodução.

Um vazamento de melaço de cana-de-açúcar no porto de Honolulu, Hawaii, está matando milhares de peixes e não há como limpar a substância pegajosa.

 

O acidente aconteceu depois de uma ruptura em um tubo que descarregava cerca de 233 mil litros de melaço em um navio container que seguia para Califórnia (EUA). 

 

Um dia depois do derrame maciço, peixes mortos aparecem perto da lagoa Keehi.

 

O velejador Lexi Ray disse que já viu “toneladas de peixes mortos flutuando". Ray pegou uma enguia que se debatia para fora da água com o balde para tentar salvá-la, mas o estrago estava feito.

 

O biólogo Dave Gulko, funcionário do Departamento de Terras e Recursos Naturais, explicou o que está acontecendo: "Há uma grande quantidade de peixes deseperados e procurando por águas muito rasas. Estamos vendo peixes que ficam nos recifes e você dificilmente vê, como peixe-borboleta e enguias".

 

Um experimento para ver por que o melaço é tão perigoso para os peixes provou que, quando entra em contato com a água, a substância açucarada concentrada vai direto para o fundo.

 

Ao contrário de um derramamento de óleo, que pode ser limpo por ainda na superfície, o melaço dispersa rapidamente aos pontos mais profundos. "Ele está sugando todo o oxigênio", explicou Gulko. "Não há oxigênio em profundidade que os animais precisam. Eles estão sufocados".

 

A empresa responsável pelo derramamento do melaço, a Matson, recusou entrevistas à imprensa havaiana e apenas divulgou esta declaração: "A Matson lamenta que o incidente tenha impactado muitos usuários do porto, bem como animais selvagens. Estamos tomando medidas para garantir que essa situação não volte a acontecer”. 

 

O departamento de saúde recomenda que as pessoas mantenham distância da lagoa Keehi. Até que a água esteja limpa, a Matson responderá um processo e deverá pagar até US$ 25 mil por dia por descarregar um poluente e violar a Lei da Água Limpa.

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