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Bom de bico
Pranchões em alerta
Por Jaime Viudes em 20/03/09
Jaime Viúdes opina sobre as novidades no Brasileiro de Longboard.

 

 

 

Molecada está fora do Petrobras Longboard Classic em 2009. Foto: Vinícius Santos.

Algumas das principais etapas do circuito brasileiro de longboard estarão com novo formato em 2009. Por solicitação dos atletas filiados à Abrasp, as disputas homem-a-homem começam no segundo round, e por isso tomarão mais tempo no cronograma dos campeonatos.

 

O principal motivo dessa mudança foi familiarizar os atletas ao sistema de competição do WLT (World Longboard Tour), que, à exceção da primeira fase, rola só com baterias homem-a-homem. Além disso, o nível do circuito brasileiro é alto e muito nivelado.

 

No sistema antigo, com baterias de quatro surfistas, era comum que nomes fortes e promissores talentos ficassem de fora já segunda fase.

 

No sistema homem-a-homem isso ainda vai acontecer, porém, a performance tende a ser mais valorizada e vai fazer a diferença na hora de disputar o mundial.

Meninas estão confirmadas na categoria Pro. Foto: Marina Vivacqua.

 

Os atletas conseguiram essa mudança por intermédio do conselho de longboarders da Abrasp, lembrando que o mesmo representa a maioria dos votos dos competidores (profissionais). Mas, a alegria de uns acabou se transformando na tristeza de outros e algumas categorias foram cortadas dos campeonatos de longboard mais tradicionais do Brasil.

 

As duas etapas anuais do Petrobras Longboard Classic, a partir de 2009, contarão apenas com as categorias profissional masculino e feminino, além da Super Master, dedicada aos veteranos, que devem ser valorizados por tudo o que fizeram pelo surf brasileiro.

 

As meninas também merecem o espaço por toda garra que vêm mostrando ao longo dos últimos dez anos. Graças a isso, uma preciosa nova geração está surgindo e consolidando a categoria.

Aos 15 anos, Roger Barros já disputava eventos profissionais. Foto: Marcos Vitorino.


As demais categorias amadoras (Júnior, Adulto e Master) não farão mais parte do cronograma do PLC. Isso está gerando certa polêmica entre os longboarders amadores, afinal trata-se de uma festa importante do surf brasileiro e é natural que todos queiram participar.

 

Muitos alegam que as categorias amadoras são o futuro do esporte, mas nesse caso apenas a categoria Júnior sustenta essa afirmação, já que a Adulto é para surfistas de 19 a 35 anos e a Master, de 35 a 50.

 

Dezenove anos é uma idade para o cara estar amadurecendo na Pro, sem falar que muito marmanjo da Adulto (pelo menos uns dez) têm surf suficiente para se destacar na Pro e vencer eventos.

 

O Pernambuco Longboard Legends, que rola entre os dias 24 e 26 de abril em Maracaípe, deve oferecer a categoria Júnior, para alívio da molecada. A etapa de abertura do circuito, o Santos Surf Festival, que aconteceu em janeiro, também contou com disputas para os garotos.

 

Essa geração é muito talentosa e não deve se abater pela ausência no PLC. Ainda assim terão dois ou três campeonatos para competirem ao lado dos profissionais, pois esse intercâmbio é importante para a evolução deles.

 

No entanto, alguns circuitos estaduais e municipais, como o paranaense, imbitubense e guarujaense (entre outros), costumam revelar grandes talentos e ajudam muito a calejar o lado competitivo.

 

Lembrem-se que já ficamos alguns anos sem ter etapa profissional até mesmo de mundial e isso não faz muito tempo (2005). Já balançamos também no circuito brasileiro e a galera competia nos amadores mesmo.

 

Nomes como Marcelo Freitas, Amaro Matos, Mulinha, Mica, finado Olimpinho e outros cansaram de competir nos estaduais do Rio e São Paulo, inclusive fomos muito para etapas do catarinense amador quando não tínhamos etapas profissionais.

 

Mantenham o foco e aproveitem para viajar e aprimorar a base em ondas perfeitas, afinal o esporte é feito de desafios, principalmente no Brasil. Assim, quando chegarem ao Profissional (com 18 ou 19 anos) terão base suficiente para se destacarem.

 

Ainda restam algumas definições sobre novas etapas que podem engordar o circuito, e a galera espera ansiosa principalmente pela confirmação do Festival de Ubatuba, que ano passado agradou os atletas com altas ondas e muito astral, relembrando os antigos festivais que aconteciam por lá.

 

Toda essa agitação nos bastidores do longboard brasileiro é positiva. Os envolvidos (organizadores, atletas pro e amadores) se movem para o bem da modalidade, e as mudanças são importantes para que sejam testadas até que se encontre a fórmula certa. Continuem pendurados!!

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