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Bom de bico
Novos tempos no pranchão
Por Redação Waves em 08/05/10
Jaime Viúdes afirma que o LQS, segunda divisão do circuito mundial de longboard, pode ser uma ótima vitrine.
Jeremias ''Mica'' da Silva, World Longboard Tour 2008, França. Foto: Arquivo Pessoal.
Jeremias ''Mica'' da Silva, World Longboard Tour 2008, França. Foto: Arquivo Pessoal.

O longboard internacional está prestes a entrar em uma nova era. Com o World Longboard Tour (WLT) perdendo força, o circuito qualificatório vai ganhando corpo, talvez por dois motivos: o custo mais baixo para bancar um evento e o maior número de participantes em relação ao WLT.

 

Algumas etapas do Longboard Qualifying Series (LQS) do último ano foram uma ótima vitrine, como os dois eventos 3 estrelas seguidos no Nordeste (Bahia e Pernambuco), vencidos por Picuruta Salazar e André Luiz Deca, respectivamente. Muitos longboarders brasileiros sentiram o gostinho de participar de um mundial, apesar dos poucos gringos que vieram.

 

Em janeiro de 2010 já rolou uma etapa 6 estrelas no Peru, vencida por Rodrigo Sphaier, local de Saquarema (RJ). Foi legal ver muito neguinho que só corria em categoria amadora no Brasil arrebentando nas baterias de circuito mundial e levando alguns ‘dólares’ para casa.

 

Agora os ventos sopram a nosso favor e já temos novidades de peso, o que deve trazer muitos gringos aqui para terrinha. A etapa baiana do LQS, que acontece de 12 a 15 de agosto, sai de Jaguaribe na capital e vai para Itacimirim, em Camaçari, um pico escolhido a dedo pelas características da onda. O melhor é que a premiação dobrou e o evento virou um 6 estrelas.

O campeonato de Maracaípe (PE) também ganha mais uma estrela em relação ao ano passado, tendo agora status 4 estrelas. A disputa rola na semana seguinte, entre os dias 19 e 22 de agosto. A luta é para que ainda aconteça outra etapa, ainda sem local confirmado, na sequência das etapas da Bahia e Pernambuco. Se acontecer, será um marco não só na história do longboard nacional, mas também mundial.

 

Desde 2003 que o WLT deixou de ser um ‘tour’. Todos os campeonatos da Oxbow tiveram um glamour especial, mas o fim dos anos 90 e o inicio da década marcaram o auge do circuito mundial. Foram bons anos com cinco etapas, sendo três na Europa (Portugal, Espanha e França), uma no Brasil e última a Oxbow mudava o local a cada ano, com passagens por Makaha (Hawaii), Austrália, J-Bay (África do Sul), praia do Rosa (Santa Catarina), México e Nova Zelândia.

 

Depois da Nova Zelândia em 2003, a Oxbow abandonou o WLT e só voltou em 2007, quando Phil Rajzman foi campeão mundial na França, na única etapa que definiu o titulo. Em 2004, o tradicional Biarritz Surf Festival foi outro evento solitário que consagrou o magrinho Joel Tudor como bicampeão mundial, que agora vem levantando taças no jiu-jitsu.

 

Para desespero geral, em 2005 não teve sequer uma etapa e o título ficou com o fantasma Gasparzinho. No ano seguinte outro tradicional evento, o Rabbit Kekai na Costa Rica, ficou com a responsa de nos oferecer a disputa pela taça do mundo. Quem se deu bem foi a figuraça australiana Josh Constable.

 

Com o retorno da Oxbow em 2007 parecia que o WLT ia engrenar com as duas etapas oferecidas no ano seguinte. Em 2008 fomos de novo para França em maio e em novembro invadimos San Onofre na Califórnia, onde o Bonga Perkings garantiu mais um titulo.

 

Ano passado a caravana deu a largada no Japão e finalizou nas Maldivas. O titulo ficou com o Harley Ingleby, o melhor surfista de rabeta do longboard mundial. Nem eu sei se isso é um elogio, talvez seja mais uma critica ao conceito do surf de longboard atual nas competições.

 

Porém em 2010 voltamos à situação de decidir o titulo em apenas uma etapa, que só acontece em novembro no Hawaii (Makaha). Bom, pelo menos vai ser no Hawaii! Mas isso prova que o longboard não pode depender da Oxbow para ter um circuito mundial.

 

É preciso buscar soluções para a falta de etapas no WLT. E talvez elas estejam no próprio LQS que, mesmo com caráter regional, vem se consolidando principalmente no Brasil e na Califórnia. O circuito mundial de pranchão precisa ser repensado, um título mundial não pode ser decidido em apenas uma etapa. É tempo de mudança, quem sabe a unificação do QS valendo pontos na corrida pelo título principal!

 

O Circuito Brasileiro também dá o start agora em maio, no Espírito Santo. O Petrobras Longboard Classic rola de 21 a 23 nas águas vermelhas de Jacaraípe pelo terceiro ano consecutivo.

 

Mas antes a galera vai poder aquecer as turbinas no Festival Lupa Lupa, dias 15 e 16 na Macumba, válido pelo Circuito Carioca Profissional. A premiação é de R$ 5 mil, uma passagem ao Hawaii e um longboard.

 

Afiem suas quilhas, as batalhas vão começar! O longboard brasileiro agradece!

 

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