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Bom de bico
Mundialito dos pranchões
Por Redação Waves em 25/10/10
Jaime Viúdes fala sobre formato do mundial de longboard com apenas uma etapa. Amaro Matos (foto) representa o país.
Campeão em 2007, quando também havia apenas uma etapa, Phil Rajzman é o único brasileiro com título mundial no currículo. Foto: Arquivo Pessoal.
André Luis Deka estreia no WLT nesta temporada. Foto: Gugah Mariano.
Galera brasileira reunida em 2006 no mundial da Costa Rica. Foto: Marcos Reis.

Há alguns dias, um amigo meu me perguntou se iria disputar a última etapa do WLT (World Longboard Tour) de 2010. Era um momento de relax e eu já tinha desligado deste assunto.

 

Naquele momento estava sintonizado com belas direitas, que abriam para o canal do canto esquerdo da praia de Camburi (SP). Mas naquele momento bateu uma angustia por ser lembrado de uma coisa que eu vinha tentando não pensar muito.

 

Disse que não iria por ter perdido a vaga entre os tops 16 no ano passado por estar machucado e não tinha conseguido convite por lesão.

 

A pergunta também soou estranha, engraçada até. Como assim última etapa se só tem uma?

 

Respondi com tom sarcástico, querendo debochar também do “WLT” que ele usou na pergunta. Se só tem uma etapa não pode ser chamado de circuito. Dei-me conta que reagi assim por estar fora do campeonato, mas pensar diferente disto seria uma grande ilusão.

 

A real é que a maioria dos títulos mundiais foram decididos em apenas um campeonato.

 

Apesar de um potencial enorme no que diz respeito ao conteúdo, espetáculo e quantidade de adeptos, alguma coisa parece segurar a modalidade na filosofia de um dos maiores nomes do longboard mundial, Miki Dora, que dizia que as competições e profissionalismo iriam acabar com a pureza no surf.

 

Reconheço o lado poético das ideias do mito, mas a verdade é que o futuro é agora e existem centenas de longboarders do mais alto nível querendo competir profissionalmente, mas esbarram em limitações e conceitos ultrapassados da modalidade, mas isso é assunto pra outra coluna.

 

Voltamos ao WLT. Esse “T” sempre me incomodou nos anos que o titulo foi decidido em etapa única e até com duas, pois significa Tour (circuito). Então vamos chamar de World Longboard Title – Título Mundial de Longboard.

 

Fiquei mais de dez anos na elite e presenciei momentos mágicos da modalidade. Disputas inesquecíveis entre Joel Tudor e Kevin Connelly, dois mestres do surf clássico.

 

Picuruta de cabelo branco e depois careca desbancando os favoritos, as vitórias de Marcelo Freitas na Espanha e do Amaro Matos em Biarritz, o Bagé no seu primeiro ano fazendo final na Espanha, o vice do Paulo Kid em Portugal dando canseira no Joel Tudor. Sem falar na oportunidade de surfar com surfistas lendários como Nat Young, David Nuuhiwa, Donald Takayama e outros.

 

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