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Macaé Ecosurf
O Pecado mora ao lado
Por Alexandre Versiani em 22/07/11
Potiguar Alan Jones (foto) tem grande atuação no dia em que a bruxa andou solta na praia do Pecado, Macaé.
Alan Jones anota recordes do segundo dia em Macaé. Foto: Pedro Monteiro / Adding Eventos.
Bruxa anda solta na praia do Pecado e competição ganha ingredientes atípicos. Foto: Pedro Monteiro / Adding Eventos.
Paranaense Caetano Vargas vai bem e também avança. Foto: Pedro Monteiro / Adding Eventos.
Matheus Faria emociona torcida local na última bateria do dia. Foto: Pedro Monteiro / Adding Eventos.

A bruxa andou solta nesta sexta-feira durante as disputas do Macaé Ecosurf 2011, válido pela segunda etapa do Circuito Brasil Tour e que acontece até domingo na praia do Pecado, Macaé (RJ).

 

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Em ondas de meio metro e séries demoradas, foram realizadas 22 das 24 baterias da segunda fase. O evento distribui R$ 50 mil de premiação total e 2.500 pontos ao campeão no ranking da divisão de acesso à elite do surf brasileiro.

 

A prova, que chegou a ser paralisada por quase uma hora e meia devido à falta de luz no palanque, teve ingredientes atípicos como lesão em free surf, bateria de apenas cinco minutos e interferência cometida duas vezes seguidas pelo mesmo atleta.

 

O primeiro a experimentar o misterioso clima foi o carioca Mariano Arreyes. Logo pela manhã, o atleta nascido na Argentina e radicado em Búzios machucou o músculo superior da coxa esquerda depois de executar um floater no free surf realizado bem ao lado do palanque.

 

Mariano não se abateu, vestiu a lycra e foi para a água na nona bateria do dia, mas voltou a sentir dores e acabou em último lugar, atrás do pernambucano César Molusco Aguiar e do baiano Bruno Galini, vencedor da disputa.

 

"Dói muito, até para andar. Pior que agora começam as etapas do Pro Junior. Tomara que não seja nada grave", lamenta o surfista de 18 anos, referindo-se à próxima etapa da seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior, marcada entre os dias 12 e 14 de agosto na praia da Ferrugem, Garopaba (SC).

 

Pouco antes, por volta das 9 horas da manhã, uma queda de energia interrompeu a prova por quase uma hora e meia. O gerador do evento apresentou problemas e o palanque ficou completamente às escuras. Os locutores não conseguiam passar as parciais e a organização teve que aguardar para dar sequência à segunda bateria.

 

A energia foi restabelecida e as ondas continuaram com meio metro, mas as séries passaram a ser cada vez menos frequentes na laje do Pecado. Quem sentiu essa demora na pele foi o paulista Heitor Pereira. Na quinta bateria do dia, o atleta do Guarujá não teve paciência e atrapalhou duas ondas seguidas do carioca Leandro Bastos.

 

Heitor teve duas interferências computadas e foi obrigado a sair da água imediatamente, seguindo o livro de regras da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). Ele deixou o caminho livre para Leandro, classificado em segundo com apenas 2.06 no somatório. O paulista Emerson Piai foi o primeiro, com 5.63 pontos no total.

 

"As condições estão muito difíceis, não tem nem surf para apresentar. Tive que disputar as poucas ondas que tinham e acabei cometendo essas interferências no Leandro. Não foi nada contra ele, demos até risada no outside e tive que sair da água por causa da regra. Foi a primeira vez que isso aconteceu na minha carreira", revela Heitor.

 

Quem também passou por uma situação inédita nesta sexta foi o pernambucano Halley Batista. Líder do ranking do Brasil Tour, o "Cometa de Maracaípe" não precisou nem suar a lycra para avançar à terceira fase ao lado do cearense Charlie Brown.

 

Com o W.O. do carioca Julio Cesar, os dois únicos atletas da bateria entraram na água já classificados para a terceira fase. Com isso, a direção de prova optou por colocar a bateria com apenas cinco minutos de duração, com o objetivo de acelerar o apertado cronograma do segundo dia do Macaé Ecosurf.

 

Quem levou a melhor no duelo foi Halley. Ele arriscou um aéreo melhor do que Charlie, já que os dois nem sequer completaram a manobra. O pernambucano venceu por apenas 1.17 a 1.10 e lamentou a duração da disputa. "Queria competir uma bateria de 20 minutos. Estava instigado. Fiz um free surf pela manhã e consegui achar boas ondas. Realmente foi uma situação inédita", diz Halley.

 

High scores A manhã do segundo dia foi marcada por pontuações pequenas na laje do Pecado. Assim como na última quinta-feira, as maiores notas saíram no período da tarde, quando a maré começa a encher na praia localizada no litoral Norte fluminense. O potiguar Alan Jones, o baiano Marco Fernandez e o paranaense Caetano Vargas souberam aproveitar o melhor período de ondas e cravaram os recordes do dia.

 

Alan Jones teve grande atuação e anotou a maior nota (8.67) e o maior somatório (15.34) da segunda fase. Na décima sexta bateria, o surfista de Baía Formosa abusou dos aéreos para conseguir os high scores em duas direitas bem atacadas de frontside. O paraibano Ulisses Meira ficou em segundo com 11.37 e o carioca João Castano acabou eliminado, com 5.57.

 

"A onda está boa ali dentro. Esperei os adversários surfarem as primeiras da série, pois sabia que as últimas eram melhores. Deu certo e nessas condições não tem muito segredo, é soltar os aéreos e rabetadas que venho treinando bastante", comemora Alan Jones.

 

Já Marco Fernandez apresentou um surf progressivo e dominou a décima bateria do dia desde o início contra David do Carmo (2°), Greg Cordeiro (3°) e Pedro Henrique (4°). Ele disparou na frente com nota 8.33 depois de soltar duas manobras fortes em uma direita de frontside. O baiano fechou o somatório com uma onda mediana de 3.77 para sair da disputa com a liderança.

 

"As ondas estão boas, mas tem que achar a certa. Fiquei bem próximo à pedra e consegui fazer uma nota alta. Ela formou um buraco e consegui soltar uma manobra logo no início e outra na junção. Estou muito feliz, vou continuar focado nas próximas fases", conclui Fernandez.

 

Por fim, o catarinense Caetano Vargas foi o autor da segunda maior nota do dia, 8.50. Ele avançou ao lado do carioca Leo Neves na disputa que eliminou o paulista Gilmar Silva. Em uma direita com tamanho, Caetano soltou uma rabetada logo na primeira manobra e rabiscou até a junção, onde soltou outra rabetada para garantir a vitória com 11.47 pontos.

 

"Tive paciência para escolher a onda certa e a estratégia deu certo. Foi uma bateria difícil, contra nomes que eu cresci vendo surfar. Isso me deu ainda mais motivação, não consegui uma segunda nota alta e graças a Deus aquela onda apareceu para mim", diz Caetano, campeão da última temporada do Circuito SuperSurf.

 

Surf local Representantes de Macaé, os surfistas Matheus Faria e Cristiano Silva tiveram destinos diferentes nesta sexta-feira na praia do Pecado. Enquanto Cristiano foi eliminado na disputa contra Alex Lima e Luel Felipe precisando de apenas 0.96 para se classificar, o jovem Matheus Faria, 16, fez a alegria da torcida local ao avançar em uma bateria de alto nível.

 

Na última disputa do dia, Matheus apresentou muita velocidade e boa leitura de onda para conseguir o segundo lugar de maneira emocionante, depois de altenar a vice-liderança por várias vezes com o alagoano Tânio Barreto. No final o jovem atleta quase teve uma interferência computada, mas os juízes avaliaram que Matheus não atrapalhou a onda do alagoano.

 

O cearense Messias Félix venceu a bateria com folga depois de um aéreo para a esquerda de nota 8.00 e outra esquerda de 6.67.  Foi o segundo maior somatório do dia.

 

Restam duas baterias para o término da segunda fase. Uma nova chamada acontece neste sábado às 8 horas (horário de Brasília).

 

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Baterias pendentes da segunda fase

 

21 Thiago de Souza (CE), Hizunomê Bettero (SP), Marco Polo e Edvan Silva (CE)    
22 Danilo Costa (RN), Yuri Sodré (RJ) e Paulo Moura (PE)    

 

Confrontos já definidos da terceira fase

 

1 Daniel Gonçalves  (RJ), Jean da Silva (SC), Alan Donato (PE) e Martins Bernardo (RJ)    
2 Gustavo Fernandes (RJ), Odirlei Coutinho (SP), Halley Batista (PE) e Charlie Brown (CE)    
3 Emerson Piai (SP), Leandro Bastos (RJ), Saulo Junior (SP) e Marcio Farney (CE)    
4 Ricardo Ferreira (SP), Dunga Neto (CE), Marthen Pagliarini (SC) e Jean des Bouillons (RJ)    
5 Bruno Galini (BA), Cesar Aguiar (PE), Marco Fernandez (BA) e David do Carmo (SP)    
6 Victor Ribas (RJ), Alandresson Martins (BA), Caetano Vargas (PR) e Leonardo Neves (RJ)    

7 Robson Santos (SP), Alan Saulo (PB), Simão Romao (RJ) e Jano Belo (PB)
8 Filipe Toledo (SP), Rudá Carvalho (BA), Alan Jones (RN) e Ulisses Meira (PB)    
9 Jeferson Duarte (SC), Filipe Braz (RJ), Igor Morais (RJ) e Diogo Leão (ES)

10 Antonio Eudes (CE), Jorge Spanner (RJ), Alex Lima (SC) e Luel Felipe (PE)

11 José Eduardo (RJ), Bino Lopes (BA), Messias Félix  (CE) e Matheus Faria (RJ)

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