Quiver de elite

Por Redação Waves em 29/12/05 19:12 GMT-03:00

Lelot e Andy Irons durante a etapa brasileira do WCT. Foto: Marcelo Santana.
Durante a etapa do WCT realizada em Florianópolis, o shaper carioca Henry Lelot mostrou porquê é um dos mais conceituados profissionais brasileiros da atualidade.

 

A exemplo do que já ocorreu em etapas passadas, alguns dos maiores nomes do surf mundial encomendaram pranchas com o brasileiro.

 

O principal é Mark Occhilupo, além dos irmãos Andy e Bruce Irons, o heptacampeão mundial Kelly Slater, entre outros.

 

 

Andy Irons testa uma Lelot em free surf na praia Mole, Florianópolis. Foto: Paulo Tracco.
Nesta entrevista exclusiva concedida do Waves.Terra, Lelot fala sobre essas pranchas especiais e como elas repercutiram entre os  tops.

 

Não é novidade esse trabalho que você faz com surfistas estrangeiros.

 

Eu já havia feito pranchas para caras como Barton Lynch, Matt Hoy e Todd Miller, mas foi o Occy o primeiro a usar uma prancha minha em competição. E ele ainda conseguiu um grande resultado com ela, ao fazer aquela histórica final contra o Slater durante o WCT no Rio em 1997. Desde então ele voltou a competir com minhas pranchas em vários anos. Na época o Jake Spooner também competiu com uma prancha minha, mas acabou eliminado justamente pelo Occy. Em 2000, o hawaiano Shawn Sutton conquistou sua vaga para o WCT graças a resultados obtidos com minhas pranchas.

 

Este ano quem mais encomendou além do Occy?

 

O Occy este ano treinou e competiu com uma Wave Killer de poliuretano, tamanho 6'0 com rabeta round squash, medindo 19 1/8 x 2 3/8, feita especialmente para ondas pequenas. Comecei a fazer pranchas para o Andy Irons em 2002, antes dele conquistar o seu primeiro título mundial. O feed-back a cada ano tem sido melhor, tanto que desta vez ele testou nos treinos e gostou da prancha. Acontece que com o título em jogo a cada bateria, a prancha antiga vai ser sempre a melhor opção. Ano passado, fiz também uma de époxi para o Joel Parkinson e o Bruce acabou pedindo uma também para experimentar. Ele recebeu uma Hyper tamanho 6'0, rabeta round squash feita com um novo método de laminação em époxi que venho desenvolvendo para competição.     
  
Você também fez uma para o Kelly Slater.

Verdade, essa foi a terceira prancha. Ele é um cara muito maneiro, mas é difícil encontrá-lo durante os eventos (rs). Acabei achando ele somente após o round 2. Fiz uma Hyper 6'0 rabeta round squash, também em poliuretano, que shapeei utilizando o CDS (Computer Design System) combinado com o programa DSD/Surfcad. Ele usa 18 1/4, mas essa eu fiz com 18 7/16, um pouco mais larga, como teste, pois é a largura que penso ser mais adequada ao peso dele (cerca de 74 kg). Ele acabou testando a prancha no mesmo dia, na praia Mole, e parece ter gostado, tanto que a levou para o Hawaii.

 

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