Quiksilver Pro
Mineiro avança em Snapper
Todas as baterias da terceira fase foram para a água nesta quarta-feira (3/3) em Snapper Rocks, Austrália, palco da etapa inicial do ASP World Tour 2010.
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Um novo swell encostou na região e o mar ganhou força e consistência ao decorrer do dia. As ondas começaram o dia com pouco mais de 1
metro e atingiram quase a casa dos 2 metros no final do dia, porém a grande vilã dos competidores foi a forte correnteza que insistia em tirá-los do pico.
O grande destaque do dia foi o australiano Bede Durbidge que com 19.30 pontos, melhor somatório do dia, despachou seu compatriota Luke Munro, que somou 7.37 pontos. Ele chegou muito perto da nota máxima. Em sua melhor onda arrancou 9.93 pontos dos juízes com um profundo tubo combinado com manobras progressivas e de muita expressão.
"Só fiz o tubo e nem me preocupei com o que viria depois. Me joguei como pude. Enquanto eu voltada para o outside de jet-ski fiquei pensando que havia tirado nota 10, mas está tudo bem", conta Bede Durbidge.
"Toda minha família e meus amigos estão aqui e ligados neste evento. Isto faz toda diferença e me dá muita energia, faz as ondas aparecem em meu caminho", diz Durbidge.
O eneacampeão mundial Kelly Slater deu outro show e mostrou mais uma vez que sabe ler muito bem a onda deste pico, principalmente porque sua bateria aconteceu em uma das horas mais difíceis do dia, com ondas em mudança e correnteza muito forte.
Ele souber tirar proveito deste tipo de condição e não deu chance alguma ao seu compatriota Patrick Gudauskas, que passou grande parte do confronto sem conseguir um bom posicionamento e foi derrotado por 15.37 a 14.77. Slater negociou seu posicionamento com a correnteza e encontrou as boas da série, nas quais tirou tubos irados e atacou o lip com muita pressão.
"O posicionamento é uma decisão difícil nestas condições. Se você sentar muito lá fora pode conseguir tubos profundos, mas se a onda não rodar corretamente você pega muitos bumps pelo caminho", explica Kelly Slater.
"Meu primeiro parecia muito bom, mas eu não consegui sair e o que era uma nota 10 virou nota 2. O desafio é bem grande lá fora", complementa o eneacampeão mundial.
O atual campeão mundial Mick Fanning também fez boa apresentação e despachou o estreante norte-americano Brett Simpson por 15.74 a 10.43, mais uma vez mostrando que é um grande conhecedor de Snapper Rocks.
"Está muito complicado lá no outside. A maré estava muito alta em minha bateria. Acho que poderia ter me posicionado mais lá fora para pegar ondas mais profundas, mas tive sorte de obter as notas que precisava para passar, um 9.07 e um 6.67", explica Fanning, que fez ótima apresentação e deu o troco em Simpson, depois da vitória sofrida no WQS da Califórnia em 2009.
Quem também levantou a torcida e reuniu uma enorme legião de fãs na praia foi o defensor do título da etapa, o local Joel Parkinson. Em poucos minutos ele definiu sua passagem para as oitavas-de-final. Depois de abrir a bateria com um belíssimo tubo, pontuou alto em suas duas primeiras ondas e somou 16.63 pontos contra 12.20 do jovem havaiano Dusty Payne, estreante na elite mundial.
O tricampeão mundial Andy Irons até que pegou boas ondas dentro do que o mar ofereceu em sua bateria, porém não conseguiu deter o norte-americano Bobby Martinez e foi derrotado por 14.16 a 11.26 e está fora.
Na última bateria da rodada, o sul-africano radicalizou muito e mesmo quebrando uma prancha conseguiu eliminar o português Tiago Pires por 15.23 a 14.77. Tiago encerrou sua participação com uma ótima performance nas ondas de Snapper.
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