República Dominicana
O umbigo do Caribe
Há um ano planejo uma trip de surf e kite para o exterior. O destino escolhido foi a República Dominicana, onde eu e minha namorada Renata Foguet poderíamos fazer nossos esportes preferidos.
Partimos de São Paulo (SP) no mês de fevereiro em direção a Santo Domingo, capital do país, pois neste período as condições são favoráveis para ambos.
De Santo Domingo até Cabarete, lugar onde ficaríamos hospedados, há duas opções: pegar um táxi com todo conforto e pagar US$ 200 ou pegar um ônibus e pagar US$ 10 que te deixa em Sosua, mais um taxi até Cabarete que custa US$ 20. Tempo total: de táxi 3 horas e de ônibus de 4 a 5 horas, dependendo do trânsito.
Em Cabarete ficamos em um dos melhores hoteis, o Vila Taina, com estrutura excelente e bom café da manhã incluído na diária. O hotel fica localizado em frente ao lugar de velejo e apenas a dez minutos da melhor onda da região.
Cabarete é uma cidade pequena, mas lotada de turistas de todas as partes do mundo, principalmente da Europa. Existem ótimos restaurantes para todos os gostos e bolsos e o viajante é muito bem recebido.
Mas sempre desconfie do preço e peça desconto em tudo. Existem muitos vendedores ambulantes para diversos produtos e serviços, como por exemplo, carros para alugar, preços de hospedagem, restaurantes, presentes locais e roupas.
O trânsito é bem louco e barulhento, pois é costume local usar a buzina. As estradas são razoáveis e em alguns lugares existem muitos buracos, então evite viajar à noite. Sobre a segurança, o local é tranquilo, sem assaltos ou coisas do gênero. Isso é um ponto fundamental para Cabarete, pois a população depende do turismo para sobreviver.
A noite no Caribe é bem agitada, com vários restaurantes à beira mar que viram bares de noite e possuem iluminação bem legal e músicas para todos os gostos, desde mambo caribenho até eletrônico.
Localizada a dez minutos de Cabarete, a praia de Encuentro possui boas ondas, água clara, fundo de pedras, pouco crowd e muita energia positiva. Os locais são gente boa, há três escolas de surf estilo “roots”, onde você pode estacionar o carro, tomar uma ducha e alugar acessórios de surf para emergências como botinhas e até cordinha.
A onda é boa, pode chegar a 2 metros em dias clássicos. Para o lado direito da praia está a onda Coco Pipe, uma direita pesada e tubular. Muito boa!
Mais ao Sul temos Playa Grande, localizada ao lado da famosa onda La Preciosa. Considerada uma onda internacional, ela quebra em uma bancada mais ao fundo, exigindo boa remada e preparo físico. Os locais dizem que é a melhor onda do país, quebra para os dois lados, mas a esquerda é a melhor opção, power, longa e sem crowd.
Infelizmente não tivemos a sorte de pegar a famosa onda devido o forte vento maral, mas surfamos em Playa Grande, um beach break divertido que quebra perto da areia. Além destas ondas há outros picos em lugares paradisíacos, como Sosua, Puerto Plata e muitos outros.
Já para o kitesurf o pico é internacionalmente conhecido e não é por pouco. O vento é liso e constante. Os principais picos são Cabarete e Kite Beach, bem parecidos, onde pode-se velejar no raso com mar flat ou sair 500 metros para fora no reef, onde rolam altas ondas para o kitewave.
Os meninos locais de 10 anos já andam muito e executam diversas manobras. A galera também é muito amigável e tudo isso torna o pico perfeito para o kitesurf.
Nunca tinha visto tantos kites ao mesmo tempo! Quando o vento entra são uns 200. Na volta para Santo Domingo conhecemos a melhor praia perto da capital, chamada Boca Chica. Suas águas são calmas e transparentes e a arte dominicana está presente pelas ruas em pinturas e artesanatos. A praia é ideal para descansar.
Se você curte surf e kite esta é uma trip perfeita, com águas limpas e cristalinas no mar do Atlântico e Caribe.
Sempre que viajo gosto de compartilhar minhas experiências para os próximos encontrarem mais facilidade. Mas para qualquer lugar que se vá é necessário conhecer o povo e seus costumes. Respeite os locais, não fique gritando na água e surfe em paz. Se possível, tente viajar com no máximo quatro pessoas, pois chegar de galera em qualquer pico de surf no planeta não é bom!
Agradecimentos: shaper Roger Malheiro e Nias Tour.